Edifícios históricos são recuperados no Rio

A cidade maravilhosa está resgatando seu passado. Há dezenas de projetos de recuperação e manutenção de pontos importantes para a história e a cultura do Rio de Janeiro. Eles incluem desde o Museu Nacional de Belas Artes até o Paço Imperial, passando pela Igreja de Nossa Senhora da Candelária, pela Sala Cecília Meireles e pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR).

Importância estratégica

Investir na restauração do patrimônio histórico dinamiza a economia local, gera emprego e renda e estimula o turismo cultural. O impacto positivo, portanto, começa na preservação, passa pela educação e alcança a economia. Afinal, o setor de turismo cultural e histórico representa 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e gera cerca de 800 000 empregos formais.

Dos projetos em andamento no Rio, 21 recebem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição atua, na verdade, em todo o Brasil. Desde 1997, 72 municípios, de norte a sul, receberam apoio para restaurar ou preservar mais de 200 monumentos históricos, como centros culturais, universidades, fortes, teatros, igrejas e museus.

O investimento total nesse período foi de 565 milhões de reais. “Cada restauro torna-se uma oportunidade para estimular ações de capacitação e qualificação profissional”, diz Luciane Gorgulho, chefe do departamento de economia da cultura do BNDES.

O Rio, em especial, recebe um maior volume de investimentos desde 2005, quando da preparação da cidade para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Manteve a restauração de equipamentos culturais e históricos durante o esforço para a Copa do Mundo de 2014 e, em especial, para a Olimpíada de 2016. Nesse período, o Theatro Municipal, por exemplo, passou por restauração arquitetônica e artística, enquanto o Museu do Índio foi modernizado e a Biblioteca Nacional recebeu um projeto cultural em comemoração aos seus 200 anos de construção.

Informações: Veja Rio