Festival de Cinema neozelandês chega ao Rio com sessões gratuitas

Terras Mortas (The Dead Lands), 2014

De 10 a 16 de agosto o público do Rio de Janeiro vai poder conferir, gratuitamente, o Festival de Cinema da Nova Zelândia no Brasil, inédito no país. A programação do evento, que conta com nove filmes de longa-metragem, vai ocupar as salas do Espaço Itaú Botafogo. O Festival também passará por Curitiba (17 a 23/08/2017) e Belo Horizonte (24 a 30/08/2017).

Os filmes que estarão à disposição do público brasileiro apresentam histórias inspiradoras sobre a vida e a cultura dos neozelandeses. As obras impressionam pela força dos personagens e das histórias, com produções premiadas internacionalmente, documentários, filmes baseados em fatos reais e obras de ficção.

“Brasil e Nova Zelândia têm muitas semelhanças e, talvez, a mais interessante delas seja o fato de que os dois países acumulam grandes histórias, vividas por personagens aparentemente triviais e documentadas em obras cinematográficas. As obras que selecionamos para o Festival abordam essas possibilidades. São filmes que traduzem para o cinema a força dos personagens, o impacto, as contribuições e revoluções que podem ser causadas por indivíduos.” Afirma a embaixadora da Nova Zelândia Caroline Bilkey.

Mahana (The Patriarch), 2016

Lançado no ano passado, o aclamado Mahana (The Patriarch) foi indicado a seis prêmios no New Zealand Film and TV Awards 2017 e é um dos selecionados para a mostra. O filme fala sobre a rivalidade entre duas famílias, que atravessa gerações até ser questionada por um jovem de um dos clãs. As particularidades e embates da relação entre avô e neto são o ponto chave do longa-metragem, baseado na obra de Witi Ihimaera.

O trabalho do escritor está também em outros dois filmes da mostra: A Encantadora de Baleias (Whale Rider) e Mentiras Brancas (White Lies). O primeiro leva às telas a história de uma garota Maori impedida de liderar sua comunidade por ser mulher. Sucesso no mundo todo, o filme rendeu uma indicação ao Oscar para a atriz Keisha Castle-Hughes, que na época das filmagens tinha 13 anos.

Já Mentiras Brancas (White Lies) fala sobre a relação de três mulheres diante de um segredo e também foi sucesso de crítica. A diretora Dana Rotberg recebeu o prêmio de melhor direção no The WIFTS Foundation International Visionary, cerimônia que reconhece o trabalho e as conquistas de mulheres do mundo todo. Na lista de exibições estão ainda os documentários Hip Hop-eration and The Ground We Won e os longas de ficção: Boy, The Dead Lands, The Dark Horse e Born to Dance.

O evento é realizado pela Embaixada da Nova Zelândia no Brasil, em parceria com o Ministério de Cultura, Artes e Patrimônio da Nova Zelândia e com a New Zealand Film Commission. As exibições no Brasil fazem parte de um projeto que este ano percorre também Argentina, Paraguai, Chile, México, Cuba e Colômbia.
   

O Renascer de Um Campeão (The Dark Horse), 2014

SERVIÇO:
Data: 10 a 16/08/2017
Local: Espaço Itaú Botafogo

PROGRAMAÇÃO:
Quinta-feira, 10 de agosto
19h10 – Mahana (The Patriarch) – 18 anos – 1h43min

Sexta-feira, 11 de agosto
19h10  – Operação Hip Hop (Hip Hop-eration) – 12 anos –  1h33min
21h20 –  O Espaço Que Ganhamos (The Ground We Won) – 18 anos – 1h31min

Sábado, 12 de agosto
19h10 – Boy – 18 anos – 1h27min
21h20 – A encantadora de Baleias (Whale Rider) – 12 anos – 1h41min

Domingo, 13 de agosto
19h10 – Nascido Para Dançar (Born to Dance) – 12 anos – 1h36min
21h20 – Mahana (The Patriarch) – 18 anos – 1h43min

Segunda-feira, 14 de agosto
19h10 – Terras Mortas (The Dead Lands) – 16 anos – 1h47min
21h20 – Mentiras Brancas (White Lies) – 18 anos – 1h39min

Terça-feira, 15 de agosto
19h10 – Boy – 18 anos – 1h27min
21h20 – O Renascer De Um Campeão (The Dark Horse)  – 18 anos – 2h04min

Quarta-feira, 16 de agosto
19h10 – A encantadora de baleias (Whale Rider) – 12 anos – 1h41min
21h20 – Operação Hip Hop (Hip Hop-eration) – 12 anos – 1h33min