Miguel Pereira: atrações turísticas (Parte II)

Miguel Pereira é uma cidade tranquila, localizada na região serrana centro-sul fluminense, e famosa por suas belezas naturais e atrações turísticas. Confira os pontos prediletos de moradores e visitantes da estância:

Lago Javary

O lago é um dos principais pontos de entretenimento de Miguel Pereira e em seu entorno tem ciclovia e quiosques. Além de serviço de aluguel de pedalinhos, cavalos e bicicletas fazem desse espaço aberto um convite ao lazer de crianças, adultos e visitantes.

O Lago Barão de Javary é formado pelo represamento do Córrego do Saco e conta, ainda, com uma ponte rústica ligando suas margens. Localizado entre os distritos de Governador Portela e Miguel Pereira, o espaço é ideal para quem procura um pouco de sossego e natureza.

Fazenda Santa Cecília

A 15 km de Miguel Pereira, a Fazenda Santa Cecília (de 1780) pertenceu a Manuel Azevedo Matos. Seu filho, o fazendeiro Inácio de Souza Werneck, teve 12 filhos. Por isso há 12 palmeiras imperiais diante da entrada principal da casa. Mais tarde, Inácio Werneck passou a fazenda para o Barão de Paty do Alferes, Francisco Peixoto de Lacerda, de quem descende o ex-governador do Rio de Janeiro Carlos Lacerda.

O Barão foi um homem poderoso na região, que abrigava 200 fazendas do Ciclo do Café (1700 a 1810). Francisco Peixoto foi proprietário de mais de dez fazendas e cerca de mil escravos. Na antiga Fazenda Santa Cecília havia senzala, moinho de cana-de-açúcar e espaço para a secagem de café. Entre as reformas feitas ao longo dos anos, as pedras de secagem foram aproveitadas para fazer o caminho até a piscina.

Também é conhecida como Fazenda Piedade, por ficar próximo à Estrada da Piedade. A capela projetada por Oscar Niemeyer tem painéis autorais em seu interior dedicados à santa. À noite, a luz interna escapa pelas dobras da parede, criando um feixe luminoso na lateral da construção, sob a cúpula iluminada. Os jardins, com pequenos lagos com ninfeias, são de Burle Marx.

É necessário agendar visita.

Igreja Matriz de Santo Antônio

A história da primeira igreja católica da cidade começou com a construção, em 1887, de uma capela por iniciativa de Antônio da Silva Machado. Miguel Pereira era, naquele tempo, um simples vilarejo, denominado Barreiros. A capela no começo ficou sob a jurisdição da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Paty do Alferes. A imagem de Santo Antônio, vinda de Portugal, foi doada pelo Padre Leonardo Felipe Furtado. A primeira festa de Santo Antônio foi celebrada em 1901. Em 10 de maio de 1953, o então bispo diocesano, Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena, criou a Paróquia de Santo Antônio da Estiva. Desde janeiro de 1962, Frei Marciano José Kropf é pároco desta igreja. Foi ele que construiu a nova matriz.

Antiga sede, agora abriga Centro Cultural. Foto: Divulgação.

Passeio no Trem Azul

A litorina leva quase 80 passageiros por um trajeto de 4,5 Km. O passeio, que tem início na estação ferroviária no centro de Miguel Pereira e vai até o Distrito de Governador Portela, é uma ótima oportunidade para curtir o clima e as paisagens do interior do estado. O percurso foi reativado em 2015.

Entre 1986 e o início de 1994, o Trem Azul saía da estação ferroviária do Centro de Miguel Pereira e seguia até Conrado.

Seguindo no Trem Azul…

*litorina é um vagão ferroviário com motor Diesel e condutor próprio, independente de locomotiva tracionadora

Museu Ferroviário

Inaugurado em 1987, o Museu Ferroviário reúne um acervo com grande número de fotografias e objetos da estrada de ferro, como telefones, aparelhos de tipografia, balanças, brasões ferroviários, peças de locomotivas a vapor, entre outros que fizeram parte da intensa atividade ferroviária no município e da vida da comunidade.

Seu acervo ajuda a contar um pouco da história de Miguel Pereira já que, no início do século XX, a criação de um ramal da estrada de ferro Central do Brasil, partindo de Japeri, na Baixada Fluminense, em direção a Miguel Pereira, ajudou a alavancar a urbanização da cidade. Ainda é possível encontrar no Museu Ferroviário antigos trilhos que fizeram a história desta estrada de ferro. Em um dos salões da antiga estação funciona o Memorial do Município, com exposições permanentes de documentos, fotografias e objetos ligados à história de Miguel Pereira.

Serviço

Endereço: Rua General Ferreira Amaral, Miguel Pereira, RJ, CEP: 26900-000
Telefone: (24) 2484-8515 (24) 2484 2273 (Memorial do Município)
Email: smece@pmmp.rj.gov.br
Horário de Funcionamento: Ter a Sex de 12h às 17h. Sáb, Dom e feriados de 9h às 14h

Viaduto Paulo de Frontin 

Próximo à Estrada de Vera Cruz, o Viaduto Paulo de Frontin é um imponente monumento de 82m de comprimento e 34m de altura. Inaugurada em 1897, a ponte férrea de estrutura metálica treliçada forma um grande arco sobre o Rio Santana.

A ponte está desativada e hoje é usada por esportistas para fazer rapel. A estrada de ferro foi inaugurada em 1898. Era a linha auxiliar, que ligava Japeri a Três Rios. As pessoas podiam pegar o trem no Rio de Janeiro para ir para Miguel Pereira. Como não havia estrada, a abertura do caminho foi uma grande novidade. Foi a partir de então que começou o movimento de veraneio à região. O projeto do imperador D Pedro II era para ajudar os plantadores de café que já estavam em decadência. A empresa Melhoramentos do Brasil, que fez este trecho da ferrovia, contava com engenheiros de peso, como Paulo de Frontin, Francisco Bicalho, Rafael Vieira Souto e Henrique Hargreaves.

Caminho do Imperador

Desfrutar da exuberante natureza do Caminho do Imperador é, antes de mais nada, fazer uma viagem no tempo. Tendo como raiz o Caminho Novo de Minas, aberto por Garcia Rodrigues Paes, o Caminho do Imperador servia como uma rústica ligação entre Paty do Alferes e Petrópolis, atravessando a Mata Atlântica. Foi a primeira via para pedestres e animais construída no início do século XVIII ligando o Rio de Janeiro a Minas Gerais. O Imperador passava pela região, principalmente no início do ciclo do ouro, quando viajava a Minas.

O relevo local fez com que passasse a ser conhecido como ”mar de morros”. Em um ponto do Vale, com altitude de 1.100 metros, está a “Mesa do Imperador”, de onde se avista a Ponte Rio-Niterói e o Cristo Redentor em dias claros. É possível percorrer a trilha em mata virgem, cortada por riachos e quedas d´água cristalina.

Uma atração à parte no Caminho do Imperador é a gruta do Quilombo de Manoel Congo. Segundo conta a história, no ano de 1838, partiram da Fazenda da Freguesia, hoje Arcozelo, em Paty do Alferes, 300 escravos liderados pelo africano Manoel Congo, em direção à serra de Santa Catarina, onde fundaram um quilombo. Trechos da estrada foram tombados pelo Inepac em 1984. O Caminho do Imperador está localizado no Vale das Princesas, região de serra que abrange Miguel Pereira, Paty do Alferes e Petrópolis.

Ainda hoje, o Caminho do Imperador é um passeio perfeito para os amantes da ecologia que podem praticar esportes como caminhadas, cavalgadas ou trilha de bicicletas por toda sua extensão.

Cachoeira das Sete Quedas

Situada próxima a Reserva Biológica do Tinguá a cachoeira tem aproximadamente 20m de queda d’água, possui quedas sucessivas de onde surgiu o nome: Cachoeira das Sete Quedas.

Cachoeira Monte Líbano

Cachoeira Monte Líbano possui 5m de altura e vários saltos com águas transparentes e frias. A piscina natural formada em sua base e as varias duchas existentes são próprias para banhos.

Cachoeira de Santa Branca

Localizada no distrito de Conrado, a cachoeira de Santa Branca nasce no alto da serra de Lagoa das Lontras, nas margens da Reserva Biológica Federal do Tinguá.

Fonte: Mapa de Cultura RJ/Revista do Instituto Histórico de Petrópolis (1989)