‘Grandjean de Montigny e Rio de Janeiro no século XIX’, no MNBA

No bojo de um aparelhamento administrativo para o Rio de Janeiro, que recebeu a família Real e a corte portuguesa  a partir de 1808, os traços do arquiteto francês Grandjean de Montigny desempenharam um papel relevante pelas transformações e adaptações produzidas na paisagem da cidade. Grandjean de Montigny (Paris, 1776 – Rio de Janeiro, 1850) desembarcou por aqui em 1816,  integrando a Missão Artística Francesa, chefiada por Joaquim Lebreton. Alguns de seus outros companheiros foram Nicolas Taunay,  Debret,  Pradier,  Ferrez, entre outros.

Montigny projetou obras que marcaram profundamente a arquitetura do Rio, como a Academia Imperial de Belas Artes (da qual o MNBA é herdeiro de boa parte do acervo), o prédio da Praça do Comércio (atual Casa França-Brasil), o Solar Grandjean de Montigny (na PUC-RJ), bem como diversos chafarizes, como os de Benfica, da rua São Clemente e o da Carioca (já demolido). Tendo em vista a expansão da cidade e a interligação entre áreas diversas da urbe, Grandjean de Montigny planejou a reordenação de algumas ruas do centro, a construção de palácios e do Senado do Império e uma ligação do Passeio Público com bairros que começavam a surgir,  como Botafogo e Laranjeiras.

Para as curadoras da mostra “Grandjean de Montigny e Rio de Janeiro no século XIX – Planos e projetos de um arquiteto francês para uma metrópole em construção”, Laura Abreu e Claudia Ribeiro,  a ideia é fazer com que o visitante percorra um Rio de Janeiro do início do século 19, numa perspectiva de visão do mar para o verde das montanhas que emolduram a sua inesquecível paisagem. Outro objetivo é observar as transformações perpretadas numa cidade colonial, que embalava seu crescimento por abrigar a sede do Império português,  mudando para sempre a realidade pré-existente. A exposição exibe originais do acervo do MNBA e reproduções de obras da Biblioteca Nacional,  Museu D. João VI (da EBA/UFRJ), e do Arquivo Nacional.  O MNBA possui a maior coleção pública, com cerca de 240 obras  de Grandjean de Montigny.

Serviço:

Exposição Grandjean de Montigny e Rio de Janeiro no século XIX – Planos e projetos de um arquiteto francês para uma metrópole em construção.

Visitação: até  2 de abril de 2017

Horários: terça a sexta, de 10h às 18h;  sábado, domingo e feriado, de 13h às 18h

Ingressos:  R$ 8 inteira, R$ 4 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8.  Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia – Tel:  3299-0600