Carnavalizar: Lições de convivência aprendidas na folia

Em fevereiro tem Carnaval. Durante cinco dias, a folia mostra seu poder de tornar ruas e praças das cidades, cotidianamente tão cinzas e excludentes, em verdadeiros espaços de convivência. A liberdade das fantasias, cordões e blocos carnavalescos desfaz, ainda que momentaneamente, as divisões da sociedade por classe, gênero, cor e tantas outras barreiras construídas entre nós. Isto nos leva a uma pergunta: quais lições de convivência podemos aprender com a festa?

Para falar sobre a importância do Carnaval na construção de um espaço público urbano onde a diversidade é mais aceita e a convivência aprimorada, o Observatório do Amanhã convida o antropólogo Roberto DaMatta para uma palestra no dia 21 de fevereiro, terça-feira, às 15h.

No encontro, Da Matta, explicará como o Carnaval é mais do que confete e serpentina. Ao mesmo tempo em que congrega os cidadãos, a folia revela as segregações sociais existentes durante a maior parte do ano. Este poder de transformação do Carnaval inspirou Roberto DaMatta a escrever Carnavais, malandros e heróis, hoje um clássico da antropologia brasileira. Ele ainda abordará as transformações que a festa passou e continua passando com os anos, se tornando, hoje, por exemplo, um lugar de afirmação e disputa das questões de gênero.

DaMatta é um dos principais antropólogos brasileiros. Atualmente, é professor titular da PUC-Rio, professor emérito da Universidade de Notre Dame (EUA), colunista do jornal “O Globo” e membro da Academia Brasileira de Ciências.

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