Museu Nacional de Belas Artes

O acervo do Museu Nacional de Belas Artes teve origem no conjunto de obras de arte trazido por D. João VI de Portugal, em 1808 e foi ampliado por Joachin Lebreton, que chefiou a chamada Missão Artística Francesa, formando a mais importante pinacoteca do país. Este núcleo original foi enriquecido com importantes incorporações ao longo do século XIX e início do século XX.

Com a construção da nova sede da Escola Nacional de Belas Artes, em 1908, projeto do arquiteto Moralles de los Rios, este acervo passou a ocupar parte do novo prédio, sendo o Museu criado oficialmente em 13 de janeiro de 1937.

Com projeto do arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios, o prédio foi construído em estilo eclético. A fachada principal segue o modelo de uma das alas do Museu do Louvre, projeto de Hector-Martin Lefuel (1810 – 1880). Apresenta frontões, colunatas e relevos em terracota representando as grandes civilizações da antiguidade, além de medalhões pintados por Henrique Bernardelli, com retratos dos integrantes da “Missão Francesa” e outros artistas brasileiros.

Já as fachadas laterais do Museu de Belas Artes trazem mosaicos, de autoria do francês Félix Gaubin, com retratos de personalidades célebres no mundo das Artes: Vitrúvio (século I a.C.), arquiteto e engenheiro romano, autor da obra “De Architectura”, Leonardo Da Vinci (1452-1519) e Giorgio Vasari (1511 – 1574), pintor e arquiteto, famoso por suas biografias de artistas italianos, dentre outros.

A fachada posterior apresenta baixos-relevos ornamentais em terracota, autoria de Edward Cadwell Spruce (1849-1923). Na decoração interna foram usados materiais nobres como mármores, mosaicos, estuques, cristais, cerâmicos franceses e estatuários. O Museu de Belas Artes foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN) em 24 de maio de 1973.

O acervo do Museu Nacional de Belas Artes representa o mais importante arco histórico da arte brasileira e um apreciável acervo estrangeiro, contando atualmente com mais de 70 mil itens.

Compõe esse acervo obras de Pintura, Escultura, Desenho e Gravura brasileira e estrangeira dos séculos anteriores até a contemporaneidade, além de reunir um segmento significativo de Arte Decorativa, Mobiliário, Gliptíca, Medalhística, Arte Popular e um conjunto de peças de Arte Africana.

Destacam-se as obras do barroco italiano do século XVII, únicas na América Latina. Há 15 anos atrás, estas obras não eram conhecidas e atualmente são constantemente cedidas para exposições na Europa.

Museu de Belas Artes

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