Jardim Botânico: exuberância em tons de verde

Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos dez mais importantes do gênero no mundo. Além de abrigar espécies raras de plantas da flora brasileira e de outros países, é uma ótima opção de lazer para crianças e adultos e uma excelente opção de passeio para os amantes da natureza.

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Fundado em 13 de junho de 1808 por D. João VI, príncipe regente na época, o Jardim Botânico foi criado com o objetivo de aclimatar as especiarias vindas das Índias Orientais. As primeiras plantas que chegaram, vieram das ilhas Maurício, do jardim La Plampemousse, oferecidas a D.João, por Luiz de Abreu Vieira e Silva. Entre elas estava a Palma Mater, uma das palmeiras imperiais mais antigas do Jardim.

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pela sua importância histórica, cultural, científica e paisagística, o parque também foi reconhecido internacionalmente como um Museu Vivo na área da Botânica e definido pela Unesco como uma das reservas da biosfera. Nos seus 194 anos de vida, é um exemplo de continuidade no que diz respeito à sua missão, como área voltada para a pesquisa botânica, e conservação das coleções.

A exuberância deste santuário ecológico é composta por uma grande variedade da flora. Entre os cerca de 8200 exemplares da coleção viva do jardim, as atrações ficam por conta de Palmeiras Imperiais e espécies em extinção, como o Pau-brasil, o Aracá Amarelo e o Pau Mulato, os canteiros medicinais e os jardins japoneses, sensorial e rotário.

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O orquidário do Jardim Botânico possui três mil exemplares de 600 espécies diferentes. Outras atrações são o bromeliário, com cerca de 1700 bromélias de diversas formações, o violetário, a estufa das plantas insetíforas – que capturam e digerem insetos, a coleção dos cactos, considerada uma das maiores do Brasil e a coleção de plantas medicinais. Uma parada obrigatória é a visitação aos seis lagos do Jardim, que abrigam belíssimas espécies de Vitórias-régia, Lótus, Papirus e Água-pé. Entre eles, o Lago do Frei Leandro, que ganhou um projeto paisagístico e está totalmente recuperado.

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Dentro do espaço, há um parque voltado para as crianças, lanchonete, livraria e cafeteria. Edificações históricas e monumentos com obras que datam dos séculos XVI ao XIX contam um pouco da história da região, como a antiga Fábrica de Pólvora construída por D. João VI, a Casa dos Cedros, o antigo portal da Academia de Belas Artes e o Solar da Imperatriz. Este último, em 2001, após ser restaurado, ganhou a Escola Nacional de Botânica Tropical – a primeira no gênero na América Latina.

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Em perfeita harmonia com o parque, um rico patrimônio histórico e cultural marca presença no Jardim Botânico. Alguns exemplos, que valem a visita, são o Museu do Meio Ambiente, o Museu-Sítio Arqueológico Casa dos Pilões  e o Espaço Tom Jobim.

MUSEU DO MEIO AMBIENTE

Museu do Meio Ambiente

Museu do Meio Ambiente é o primeiro da América Latina dedicado totalmente à temática socioambiental. Recebe exposições e programas educativos, além de promover debates voltados para a construção conjunta de conhecimento da sociedade.

Horário de funcionamento: de terça a domingo, de 9h às 17h. Gratuito.

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Museu-Sítio Arqueológico Casa dos Pilões

A Casa dos Pilões era uma das unidades de produção da Real Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, que teve grande importância para a segurança do Império do Brasil, como encarregada da produção do explosivo que abastecia todo o mercado brasileiro. Na Oficina do Moinho dos Pilões realizava-se a etapa mais perigosa do processo de produção do explosivo: a compactação da pólvora.

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Após a desativação, em 1831, a construção sofreu várias reformas e teve diversas utilizações, entre as quais a de residência e laboratório do botânico Dr. João Geraldo Kuhlmann e, após sua morte, a de Museu Kuhlmann.

Em 1984, houve a confirmação da existência do sítio arqueológico da Oficina do Moinho de Pilões. O imóvel foi batizado como “Museu-Sítio Arqueológico Casa dos Pilões”. O Museu exibe uma exposição permanente, que apresenta objetos e fragmentos encontrados nas escavações arqueológicas.

Espaço Tom Jobim

O Espaço Tom Jobim (ETJ) foi criado em 2008 em homenagem ao compositor e maestro Antônio Carlos Jobim (1927-1994), que expressou seu amor pelo Jardim em textos e canções. O Espaço é formado pelo Teatro Tom Jobim, o Galpão das Artes e a Casa do Acervo.

Teatro Tom Jobim – possui 378 lugares e é palco de espetáculos de música, dança e teatro, além de eventos como conferências e simpósios. Em 2013, foi considerado o melhor teatro da cidade pela revista Época.

Galpão das Artes – recebe espetáculos de menor porte e conta com um espaço de exposições com 324m².

Casa do Acervo – guarda o acervo completo de Tom Jobim e mantém uma exposição permanente com fotos, partituras originais, objetos pessoais e vídeos de alguns espetáculos do compositor.

Casa do Acervo

Café La Bicyclette

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Jardim Botânico – Informações:

Visitação: Segundas-feiras, das 12h às 17h. De terça a domingo: das 8h às 17h.

Entrada: R$ 7,00 (somente em dinheiro)

Gratuidade para:
• Crianças até 7 anos
• Adultos a partir de 60 anos, residentes no Brasil ou em outros países que fazem parte do Mercosul
• Estudantes da rede pública de ensino e professores em visitas escolares

Centro de Visitantes – Telefone: +55 (21) 3874-1808 / 3874-1214

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