Promessas de Ano Novo: 6 atitudes para ser mais saudável em 2017

O que há em comum entre as pessoas mais longevas do mundo? Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Loma Linda (Estados Unidos), Península de Nicoya (Costa Rica) e Icária (Grécia) têm alto índice de habitantes centenários e pequena incidência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes. Pesquisadores debruçaram-se sobre os hábitos dessas regiões, batizadas de zonas azuis, e descobriram algumas similaridades. Selecionamos alguns pontos listados a seguir. “Até a década de 1950, a expectativa de vida no Brasil era de 45 anos. A longevidade é um presente que nossos avós não ganharam”, afirma o médico epidemiologista Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil.

1 – FORTALECER OS VÍNCULOS SOCIAIS
Que época melhor do que as festas de final de ano para estar próximo dos familiares e dos amigos? Esse convívio pode adicionar anos à vida de uma pessoa, segundo a teoria das zonas azuis. Uma pesquisa com macacos rhesus da revista Science mostrou que uma maior sociabilidade diminui o risco de doenças. De acordo com um dos autores do estudo, a conclusão é aplicável aos humanos. Para Kalache, o que importa é o vínculo social, sanguíneo ou não. “Na vida moderna, vale cada vez mais as relações humanas estabelecidas por escolha”, diz.

2 – TER UM PROPÓSITO
Os moradores de Okinawa chamam de “ikigai” e os da Península de Nicoya, de “plan de vida”. Para Kalache, ter um projeto eleva a autoestima, principalmente nos homens. “Mulheres desempenham várias tarefas, cuidam da saúde e falam sobre os problemas. Já os homens tendem a ser fechados e ranzinzas”, afirma. Uma saída para idosos, segundo o médico, é continuar trabalhando, em atividade voluntária ou remunerada.

Rio de Janeiro – Voluntários participam do Dia Mundial de Limpeza de Praias em Copacabana.

3 – FAZER EXERCÍCIO MODERADO

Os habitantes das zonas azuis não param: vivem em áreas montanhosas, sobem e descem ladeira, cuidam das plantas. Na vida urbana, a recomendação é mover-se pelo menos 150 minutos por semana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma boa dupla é musculação e caminhada. “As mulheres, que vivem mais e se exercitam menos, precisam estimular o músculo”, aponta o médico.

4 -COMER ATÉ ESTAR 80% SATISFEITO

Um dos fatores da longevidade é o controle de peso, afirmam os estudiosos das zonas azuis. Em Okinawa, pratica-se um ensinamento de Confúcio: comer até estar 80% satisfeito. “Comemos mais do que o corpo precisa”, diz Kalache. O sobrepeso e a obesidade são apontados pela OMS como o principal fator de risco para diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

5 – CONSUMIR VEGETAIS
A base da dieta mediterrânea são os vegetais, as frutas, os peixes, grãos integrais, azeite, castanhas e vinho. “No Brasil, a fórmula é consumir menos farinha, açúcar, sal e álcool e botar cores no prato. Frutas e legumes têm antioxidantes e vitaminas”, afirma Kalache.

6- ENCONTRAR O EQUILÍBRIO MENTAL

O estresse também faz parte da vida dos centenários, mas eles têm mecanismos para gerenciar a tensão, como a espiritualidade. “Cada indivíduo deve encontrar a maneira de se fortalecer, de acordo com sua personalidade”, diz o médico. Caminhar, praticar esportes, meditar ou dançar podem ser válvulas de escape.

Fonte: Viva ao Máximo