Sebrae/RJ realiza pesquisa sobre a percepção turística da Região Portuária

O turismo na Região Portuária é um movimento recente que se intensificou em 2016, com a revitalização da Praça Mauá e as inaugurações dos museus e do Boulevard Olímpico. O aumento do fluxo de pessoas na região ocasiona oportunidades para os pequenos negócios como o aumento das vendas, do faturamento e geração de empregos. Desta forma, com objetivo de avaliar a percepção do turista sobre as empresas atendidas pelo Sebrae/RJ nos setores de comércio, gastronomia, meios de hospedagem, empreendimentos e atrativos de lazer, o Sebrae/RJ (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro) realizou três sondagens inéditas na Região Portuária, durante os meses de fevereiro (alta temporada), junho (baixa temporada) e agosto (olimpíadas), quando foram ouvidas 2.473 pessoas.

Há 5 anos, o Sebrae/RJ desenvolve o projeto Sebrae no Porto, em parceria com a CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro), para que as micro e pequenas empresas (MPEs) aproveitem as oportunidades resultantes do processo de transformação urbana. Neste período, foram realizadas ações de apoio, como consultorias e capacitações, para preparar os pequenos negócios para acompanhar a nova dinâmica econômica da Região Portuária, que concentra mais de seis mil negócios, espalhados por cinco bairros. O projeto atende a mais de 3 mil MPEs por ano, particularmente nos setores de gastronomia, comércio, serviços e demais negócios da cadeia produtiva do turismo.

Boulevard Olímpico, na Praça Mauá, durante as olimpíadas (Foto: Alexandre Macieira/Riotur)

De acordo com as pesquisas, os estabelecimentos obtiveram conceitos positivos em relação a avaliação dos entrevistados sobre atendimento, preço, estrutura e serviços, o que demonstra a satisfação dos visitantes. Em média, os turistas relataram que se sentiram seguros na região (51%) e que as obras superaram suas expectativas (63%). Nos três períodos, os entrevistados avaliaram como “bom” o atendimento nos estabelecimentos gastronômicos (37,1%), os meios de hospedagem (33,3%) e o comércio (36,8%). Em relação a variação do gasto médio, o valor observado na alta temporada foi de R$ 260,00, melhor média de consumo diário. No período das olimpíadas, o tíquete foi de cerca de R$ 113,00 (média), menor valor registrado nos três períodos pesquisados.

Entretanto, o quesito “tempo de permanência” ainda está aquém do almejado. Nas três pesquisas, os entrevistados visitaram a região por um dia. Esse resultado indica que o Porto, apesar de possuir um grande potencial para o turismo, ainda carece de estratégias para aumentar o tempo de permanência de turistas e visitantes, por exemplo: programas integrados de visitação aos equipamentos turísticos, criação de roteiros de compras, gastronômicos e culturais, entre outros.

Mural “Etnias”, do artista urbano Kobra

Na pesquisa observa-se ainda que, quando questionados se indicariam a Região Portuária para algum amigo ou familiar, 100% dos respondentes, no período das olimpíadas, disseram que sim, enquanto que nas demais edições esse número ficou em 99,9% das respostas.

A Região Portuária também progrediu enquanto área de atrativos culturais e de lazer. O Museu do Amanhã foi destaque na pesquisa: 45,1% dos turistas da alta temporada citou o atrativo como o que mais gostaram e, no período das olimpíadas, o percentual chegou a 49,4%. Nas três sondagens, o MAR – Museu de Arte do Rio ficou com a vice liderança no gosto dos visitantes. Já a Praça Mauá e Pedra do Sal, na pesquisa realizada em agosto durante os jogos, ganharam a terceira e quarta colocação, respectivamente.

A íntegra da pesquisa “Percepção turística da região do Porto do Rio de Janeiro” está disponível no site do Sebrae/RJ, acesse https://goo.gl/ZMJC5E

Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá (Foto: Humberto Teski)

Informações: Sebrae