Museu Internacional de Arte Naïf encerra as atividades em dezembro

(Foto: Divulgação/BriefCom)

Passados quatro anos desde a sua reabertura, em abril de 2012, o Museu Internacional de Arte Naïf fecha as portas novamente, desta vez por falta de verbas. A diretora Jacqueline Finkelstein fez o anúncio em uma carta direcionada aos amigos do espaço, após se reunir com o corpo de funcionários. Apesar do baixo custo, o espaço no Cosme Velho se mantinha, dentre outras fontes de renda (bilheteria, lojinha e projetos específicos de sucesso, como o Naïf para Nenéns), com a verba de editais e projetos.

“Apesar do reconhecimento do nosso trabalho, a dura realidade volta à tona. Acredito que, em um breve futuro, os órgãos governamentais devolvam à cidade do Rio de Janeiro este valioso patrimônio cultural”, lamenta. Na próxima terça (6), ela terá uma reunião com a Secretaria de Município para possíveis desdobramentos.

Fundado em 1985 e aberto em 1995 por Lucien Finkelstein (1931-2008), francês apaixonado pelo Rio e pai de Jacqueline, o MIAN conta com um acervo de 6 000 obras e mais de 100 exposições realizadas. Também levou suas telas para importantes apresentações em países como Suíça, França, Estados Unidos e Chile. Entre as mostras mais relevantes, Jacqueline destaca Rota Naïf Contemporêneo, que abordou o panorama dos artistas naïf brasileiros da atualidade, de 2005 até 2014; e Jogando com as Cores Naïf, inspirada nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O museu também apresenta uma exposição permanente chamada Brasil, 5 Séculos, que retrata fatos e acontecimentos históricos significativos desde a chegada dos Portugueses até a inauguração de Brasília, utilizando uma linha do tempo sobre esses eventos numa única tela de 24 metros de comprimento (a maior tela do mundo no gênero naïf).

Fonte: Veja Rio