Dicas de Passeios em Sete Belas Cidades do Rio de Janeiro-Parte II

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PETRÓPOLIS
Erguida sob ordens de dom Pedro II, a cidade foi refúgio do imperador e de sua corte nos verões calorosos do Rio de Janeiro. Construções da época e réplicas da arquitetura neoclássica dão o tom do lugar, que reúne o Museu Imperial (foto), o Palácio de Cristal (ambos do século 19) e o Palácio Quitandinha, de 1944. O Centro tem atrativos culturais e programação de eventos, enquanto distritos mais afastados, como Itaipava, abrigam as pousadas charmosas. Cercada por serras e muito verde, Petrópolis é ainda uma das sedes do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – uma travessia de três dias pelo topo das montanhas leva à vizinha Teresópolis.

Como chegar: Fica a 72 quilômetros do Rio de Janeiro. A partir da capital fluminense, acesse a BR-040. Vá com calma: apesar da curta distância, reserve pelo menos 2 horas para a viagem. A serra é íngreme, sinuosa e cheia de caminhões – mesmo com a duplicação da estrada, o excesso de curvas dificulta a ultrapassagem.

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14. Cervejaria Bohemia

A antiga fábrica de cervejas, de 1853, abriga hoje um amplo museu. A primeira sala conta um pouco sobre as origens da bebida, criada em tempos antigos na Suméria (uma das civilizações da Mesopotâmia). O passeio também aborda países tradicionais na produção da cerveja, como Bélgica e Alemanha, e explica passo a passo como os ingredientes são processados. Tudo com ambientações bem montadas, recursos tecnológicos e degustação ao fim do roteiro. Rua Alfredo Pachá, 166, Centro, 24/3064-9127; R$ 30.

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15. Museu Imperial

O palácio onde a família imperial se refugiava do escaldante verão carioca guarda relíquias como o trono e a coroa de brilhantes de dom Pedro II, o cetro de sagração de dom Pedro I e a pena de ouro usada pela Princesa Isabel para assinar a Lei Áurea. A entrada é franca, com exceção do espetáculo noturno Som e Luz, que conta a história de dom Pedro II e custa R$ 20. Rua da Imperatriz, 220, Centro, 24/2233-0300.

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16. Palácio de Cristal

Projetada na França, com inspiração no Crystal Palace de Londres, a construção foi um presente de Conde d’Eu para sua esposa, a Princesa Isabel. A abolição da escravatura, em 1888, foi celebrada aqui. Recebe eventos culturais e exposições temporárias. Rua Alfredo Pachá, s/n°, Centro, 24/2247-3721; grátis.

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17. Palácio Quitandinha

Inaugurado em 1944 como o maior hotel-cassino da América Latina, foi visitado por astros como Orson Welles, Henry Fonda e Greta Garbo. Hoje é ocupado por um condomínio e uma unidade do Sesc. Entre os espaços abertos à visitação está o Salão Mauá, cuja cúpula é uma das maiores do mundo: conta com 30 metros de altura e 50 metros de diâmetro. Avenida Joaquim Rolla, 2, Quitandinha, 24/2245-2020; grátis (com guia custa R$ 10).

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Trekking Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

18. Travessia Petrópolis–Teresópolis

São 28 quilômetros no alto da Serra dos Órgãos (foto). O percurso leva três dias (com pernoites em campings ou alojamentos) e pode ser feito nos dois sentidos. A diferença é que, partindo de Petrópolis, o trecho mais complicado é percorrido logo no primeiro dia. Reserve com antecedência, pois há número limitado de visitantes. Os guias são indicados pela ICMBio. Estrada do Bonfim, Corrêas, 24/2236-0475.

TERESÓPOLIS E NOVA FRIBURGO

Menos badaladas do que a vizinha Petrópolis, as duas cidades serranas cabem num só roteiro. Ambas unem hospedagens confortáveis ao turismo de aventura de excelência – uma portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos fica em Teresópolis, e Nova Friburgo dá acesso ao Parque Estadual dos Três Picos. Batizada em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de dom Pedro II, Teresópolis conta com um dos únicos (e certamente o melhor) restaurantes russos do país, o Dona Irene (foto).

Como chegar: Teresópolis fica a 102 quilômetros do Rio, e Nova Friburgo, a 170 quilômetros. Pegue a BR-040 até Saracuruna (bairro de Duque de Caxias) e acesse a BR-493 para Magé. Dali até Teresópolis são 40 quilômetros pela BR-116, com trechos sinuosos. De Teresópolis até Nova Friburgo, são 68 quilômetros na RJ-130, apelidada de Terê-Fri.

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19. Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Teresópolis abriga a sede mais estruturada do parque (Petrópolis e Guapimirim são as outras entradas), que tem como símbolo o Pico Dedo de Deus(foto), a 1692 metros de altitude. O ideal é contratar um guia credenciado para caminhadas mais pesadas, caso do trajeto de 11 quilômetros até a Pedra do Sino. Avenida Rotariana, s/n°, Alto, 21/2152-1100.

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20. Villa St. Gallen

Nesta recriação de uma vila germânica em Teresópolis, a cervejaria tem espaço central – dá para provar rótulos especiais e chopes desenvolvidos a cada estação pela marca Therezópolis. O espaço reúne restaurantes, café e o bar Biergarten, com mesinhas ao ar livre. Há ainda um pátio com jardim, capela e chafariz. Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166, Alto, 21/2642-1575.

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21. Parque Estadual dos Três Picos

É preciso esforço para chegar aos três picos que batizam o maior parque estadual do Rio de Janeiro, em Nova Friburgo. O primeiro deles, o Pico Menor (2260 metros), tem acesso por 4 horas de caminhada. Os outros dois – a Montanha do Capacete (2000 metros) e o Pico Maior (2316 metros) – são vencidos apenas em escalada. Trilhas mais leves levam à Caixa do Fósforo (uma pedra de 30 metros equilibrada sobre um monte) e à Cabeça do Dragão, montanha de 2080 metros com bela vista para os outros atrativos do parque. Acesso pelo km 46,5 da RJ-130 para Conquista, 21/2649-6847.

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VISCONDE DE MAUÁ

Em um trecho da Serra da Mantiqueira próximo à tríplice divisa de estados (RJ, MG e SP), a região atrai casais em busca de pousadas charmosas para curtir o frio e aventureiros que aproveitam a natureza preservada em passeios radicais. O roteiro turístico é composto de três vilas: Visconde de Mauá, que pertence a Resende (RJ); Maringá, dividida entre Itatiaia (RJ) e Bocaina de Minas (MG); e Maromba, que faz parte de Itatiaia.

Como chegar: A partir do Rio de Janeiro, a 202 quilômetros de distância, o caminho é direto pela Via Dutra (BR-116). Pegue a saída do km 311, no trevo de Penedo, e siga as placas que indicam a subida da serra até Visconde de Mauá.

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22. Vale do Alcantilado

O complexo de cachoeiras tem nove quedas. O percurso total, de 1,5 quilômetro, pode ser percorrido em 1 hora – a caminhada em meio à mata é bastante íngreme. Ao fim, atinge-se a cachoeira que dá nome ao vale. Sítio Cachoeiras do Alcantilado, Vale do Alcantilado.

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23. Vila de Santo Antônio do Rio Grande

O passeio em veículo 4×4 leva às Cachoeiras Gigantes, sequência das três maiores quedas da região: Paiol (120 metros, foto), Brumado (90 metros) e Cinco Estrelas (200 metros) – esta última é a única com poço para banho. Ao longo do dia há paradas para almoço e degustação de queijos numa fazenda. Agência Remorini, 24/3387-1011.

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24. Pedra Selada

A caminhada de 2 horas e meia começa leve, com terreno aberto e relativamente plano. Aproveite para guardar fôlego: o restante do caminho é mais íngreme, em meio à mata fechada. No topo, a vista compensa – lá do alto dá para ver toda a região de Mauá, o Maciço do Itatiaia e a Serra do Mar. Agência Remorini, 24/3387-1011.

Fonte: Viagem/Abril