Dicas de passeios em sete belas Cidades do Rio de Janeiro

A até 200 quilômetros do Centro do Rio, cidades como Búzios, Paraty, Petrópolis e Visconde de Mauá têm passeios que merecem uns dias a mais na sua visita a Cidade Maravilhosa.

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Búzios

Muitos turistas não chegam a Búzios atraídos por suas belezas naturais, e sim pela aura glamourosa que o balneário ganhou internacionalmente. A primeira a fazer a fama do local foi Brigitte Bardot, nos anos 1960. A atriz hoje empresta o nome à Orla Bardot – facilmente localizada por uma estátua da musa. O burburinho nos arredores da Orla e na Rua das Pedras (foto) fica por conta dos bares, restaurantes e lojas de grife. Quem deixar a badalação do Centrinho para explorar os arredores vai se encantar com a natureza local. O desenho litorâneo em península permite grande diversidade de praias: dá para pegar ondas em José Gonçalves, nadar no mar verdinho de Olho-de-Boi (que também é praia de nudismo) ou mergulhar sobre os recifes de corais da Praia da Tartaruga – sem falar na badalada Geribá.

Como chegar: São 179 quilômetros de distância do Rio de Janeiro. Deixe a capital pela BR-101 e siga até Rio Bonito (cerca de 80 quilômetros), onde está o acesso para a Via Lagos (RJ-124). Dali, continue até Cabo Frio para pegar a RJ-102, que leva até Búzios.

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1. Mergulho 

Com rica vida marinha e águas de ótima visibilidade (média de 10 metros), Búzios é um bom destino para mergulho. Corais, tartarugas e diversos cardumes de peixes podem ser vistos o ano todo. O principal ponto fica entre as praias de José Fernandes e José Fernandinho – com recife de corais no canto direito. Agência Tour Shop, 22/2623-4733.

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2. Passeio de lancha 

O passeio contorna a península de Búzios, com paradas nas praias de Ferradura, João Fernandes, Tartaruga e Ilha Feia. Embarca-se no píer central, entre as praias do Canto e da Armação. O programa todo dura aproximadamente 4 horas, e o pacote inclui água, refrigerante e caipirinha na embarcação.Agência Libertas, 22/2623-6410.

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3. Praias

Com seu litoral recortado, a península tem 24 praias. As mais movimentadas são Geribá, Ferradura e José Fernandes, com bares, restaurantes e pousadas. Quem busca sossego pode optar por Caravelas ou José Gonçalves, ambas em área de preservação. A última, uma das mais belas de Búzios, é contornada por costões e mata nativa e tem mar agitado que atrai surfistas. A isolada Olho-de-Boi (foto), de mar azul esverdeado, é uma praia de nudismo – o acesso por uma trilha íngreme (20 minutos), a partir da Praia Brava, garante a privacidade dos frequentadores.

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4. Arraial do Cabo

A pouco mais de 35 quilômetros de distância, Arraial do Cabo não tem a badalação ou o charme dos lugarzinhos de Búzios. Ainda assim, vale reservar um dia e esticar o passeio até aqui por dois motivos: as praias do Farol (foto) e do Pontal do Atalaia. A primeira fica numa ilha com entrada controlada pela Marinha, onde a permanência máxima é de 1 hora; barcos levam até o cenário paradisíaco de mar transparente e dunas de areia branca e fininha. A segunda, Pontal do Atalaia, fica no continente e é composta por duas enseadas esverdeadas que se unem na maré baixa (o acesso é por uma escadaria de madeira a partir do Morro do Atalaia). Aqui também a areia é branca e a água, cristalina.

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Paraty

A cidade é o destino litorâneo ideal para quem se cansa de passar o dia inteiro (apenas) tostando no sol. Paraty une praias preservadas a um centro histórico rico em programas culturais, gastronômicos e boêmios. O calçamento com enormes pedras irregulares e o charmoso casario são testemunha do Brasil Colonial – a região foi importante polo regional no tempo dos engenhos de cana-de-açúcar. Hoje as construções abrigam bons restaurantes, lojinhas de suvenires, cachaçarias e pousadas aconchegantes.

Como chegar: São 256 quilômetros do Rio de Janeiro. O melhor caminho é seguir direto pela Rio–Santos (BR-101) em direção a São Paulo – Paraty fica próxima à divisa entre os dois estados. Há placas indicando o trevo de entrada da cidade.

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5. Alambiques 

O circuito de alambiques fica nos arredores da cidade. Comece pelo Coqueiro (BR-101 para Ubatuba, km 583, 24/3371-0016), o mais antigo em atividade. Para conhecer o preparo artesanal (foto), vá ao Maria Izabel (acesso pelo km 568 da BR-101 para o Rio de Janeiro, 24/99999-9908). O Corisco(acesso pelo km 577 da BR-101 para Ubatuba, 24/3371-0894) produz cachaças fortes, enquanto que no Engenho D’Ouro (Estrada para Cunha, km 8, 24/99905-8268) a bebida é envelhecida em jequitibá ou em carvalho francês. A Paratiana (Estrada da Pedra Branca, km 1, 24/3371-9620) produz a tradicional Gabriela (com cravo e canela). Lojas do centro histórico vendem a maioria dos rótulos.

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6. Ateliês 

Paraty tem um rico circuito artístico. Uma boa caminhada pelo centro histórico permite conhecer vários endereços, onde se encontram as pinturas (foto) de Aécio Sarti (Praça da Bandeira, 1, 24/3371-4157), as máscaras coloridas de Lúcio Cruz (Rua Dona Geralda, s/n°, 24/99956-0835), os bonecos de arame e fita crepe do ateliê Mangaba (Rua da Matriz, 32, 24/99812-8575), as telas abstratas da mexicana Patrícia Sada (Rua da Praia, 70, 24/3371-2528) e as esculturas com material orgânico do Studio Bananal (Rua Comendador José Luiz, 16, 24/3371-2693).

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7. Passeio de barco 

No cais de Paraty (centro histórico), barqueiros levam às praias Vermelha e da Lula, num percurso de cerca de 1 hora. Dá para esticar até pontos mais distantes, como o Saco do Mamanguá (foto) ou a Ilha dos Cocos – para esses destinos, programe o passeio a partir de Paraty-Mirim. Para a Praia do Sono ou Antigos e Antiguinhos, a saída é em Laranjeiras ou Trindade. Em todos os casos, combina-se valor e roteiro na hora com os barqueiros.

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8. Praias 

A maioria das praias é acessada por estradinhas a partir da Rio–Santos. Jabaquara e do Pontal são mais urbanas, e Praia Grande conta com estrutura de quiosques. As mais belas ficam no extremo sul: Cachadaço (foto) tem vegetação nativa e piscinas naturais (o acesso é de barco ou em caminhada de 20 minutos a partir da Le Gite d’Indaiatiba; o mar forte e esverdeado da Praia do Sono atrai surfistas (aqui, o acesso pode ser pelo Condomínio Laranjeiras, por barco ou trilha de uma hora e meia desde Laranjeiras); e Antigos e Antiguinhos somam duas enseadas separadas por uma ilhota de pedras (chega-se por barco ou caminhada a partir da Praia do Sono).

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Ilha Grande

A maior ilha de Angra dos Reis só compartilha com o continente o mar verdinho que banha esse trecho do litoral fluminense. Sem carros, Centro abarrotado ou construções tomando o belo recorte das encostas, Ilha Grande não lembra em nada o caos urbano de Angra. Ao contrário, é um local de praias tranquilas, trilhas pelo verde, mergulhos em água cristalina e muito sossego em meio à natureza preservada. A estrutura de restaurantes e barzinhos fica concentrada na Vila do Abraão (foto), ponto de parada das barcas que chegam de Angra e Mangaratiba. Não esqueça os calçados confortáveis: como carros não entram, os percursos são feitos a pé.

Como chegar: Fica a 125 quilômetros do Rio de Janeiro. Siga direto pela Rio–Santos (BR-101). Deixe o carro em um estacionamento no continente e pegue uma das barcas que fazem a travessia. A partir de Mangaratiba, a saída é no cais do Centro (80 min; R$ 15). Saindo de Angra dos Reis, embarca-se no cais da Lapa (80 min; R$ 15).

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9. Lagoa Azul

A estreita passagem entre uma península e uma ilhota marca a chegada à piscina natural. O tom verde-azulado da água rendeu o carinhoso apelido. O mar é tão cristalino que nem mesmo é preciso usar máscara de mergulho para ver os peixes. Acesso por barco (45 minutos a partir da Vila do Abraão).

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10. Lagoa Verde 

Piscina natural em formato de “U”, tem águas calmas e de coloração verde-clara. Prefira visitar na maré baixa, quando dá para ver melhor o fundo do mar. Acesso por barco (2 horas desde a Vila do Abraão).

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11. Mergulho 

Um dos melhores destinos para mergulho do país, a Baía de Ilha Grande tem mais de 900 espécies marinhas e muitos focos de naufrágios. Um dos pontos ideais para conferir a variedade de peixes é a Ilha de Jorge Grego. Na Enseada do Bananal, é possível ver o que resta de um navio e um helicóptero naufragados. Elite Dive Center, 24/99936-4181.

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12. Passeio de Lancha 

Boa opção para quem tem pouco tempo na ilha: dá para conhecer várias praias e pontos de mergulho em um só passeio. Há opções de roteiros personalizados e de rotas já tradicionais, como o Volta à Ilha, com paradas em belas praias – como a do Cachadaço (foto) – durante o percurso que contorna a ilha. Agência Avant Tour, 21/99222-8602.

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13. Praias 

O desembarque para quem chega à ilha é pela Praia do Abraão, que concentra o agito local. A partir dali, chega-se a pé às praias Preta, da Júlia, da Bica, da Crena e Abraãozinho. As mais bonitas, porém, exigem esforço. A diminuta Cachadaço tem 50 metros de extensão, delimitados por costões rochosos (acesso a partir da Vila do Abraão: 2 horas de barco; ou por trilha de 3h30). Com areia fina e sombra de amendoeiras, Lopes Mendes (foto) atrai turistas interessados em mergulho livre e surfistas que aproveitam o trecho de ondas fortes (barcos não podem atracar e levam até a Praia dos Mendes, a 45 minutos da Vila do Abraão, de onde se segue a pé por 20 minutos).

Fonte: Viagem/ Abril

Parte II