Rio em Verso e Prosa – Bum Bum Praticumbum, Prugurundum

(Composição: Beto sem Braço e Aluísio Machado /1982)

Enfeitei meu coração
De confete e serpentina
Minha mente se fez menina
Num mundo de recordação
Abracei a Coroa Imperial
Fiz meu carnaval
Extravasando toda minha emoção

Oh! Praça Onze, tu és imortal
Teus braços embalaram o samba
A tua apoteose é triunfal

De uma barrica se fez uma cuíca
De outra barrica um surdo de marcação
Com reco-reco, pandeiro e tamborim
E lindas baianas
O samba ficou assim

E passo a passo no compasso
O samba cresceu
Na Candelária construiu seu apogeu
As Burrinhas, que imagem, para os olhos um prazer
Pedem passagem pros Moleques de Debret
“As Africanas”, que quadro original
Yemanjá, Yemanjá enriquecendo o visual
(Vem, meu amor)

Vem, meu amor
Manda a tristeza embora
É carnaval, é folia
Neste dia ninguém chora

Super escolas de samba S/A
Super-alegorias
Escondendo gente bamba
Que covardia!

Bum bum paticumbum prugurundum
O nosso samba minha gente é isso aí

Bum bum paticumbum prugurundum
Contagiando a Marques de Sapucaí