Arco do Teles, uma breve jornada ao período colonial

A passagem, datada do século XVIII, nos transporta para o período colonial do Brasil.

O arco abatido (forma achatada), com forro de madeira e ombreiras de cantaria¹, é o último dos muitos arcos que existiram na cidade. À época dos vice-reis, o Arco do Teles era frequentado por toda a sociedade carioca, atraída pela devoção a uma imagem de Nossa Senhora dos Prazeres, colocada em um nicho no interior da edificação.

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Imagem  de Nossa Senhora dos Prazeres, atualmente, na Igreja de Santo Antônio dos Pobres.

Construído para ligar a antiga praça do Carmo (atual praça 15 de Novembro) à rua da Cruz (atual rua do Ouvidor), o Arco do Teles deve a sua origem aos Teles de Meneses, proprietários de prédios no local. Em 1790, um incêndio destruiu a maior parte das casas da família, restando apenas a parte que hoje constitui o Arco.

Atualmente, a região possui bares e restaurantes, que ficam lotados ao anoitecer e aos finais de semana. O local é um point da boemia carioca. Na época do Carnaval, o Arco do Teles serve como ponto de encontro para alguns blocos.

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¹Cantaria refere-se às pedras cortadas regularmente e aparelhadas.