Palácio Guanabara abre as portas para visitação

Palco de reuniões de chefes de Estado e de decisões políticas importantes, o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, está aberto a visitação desde janeiro.

 Os tours guiados são realizados aos sábados, duas vezes por mês, de 15 em 15 dias, em três turnos: 9h, 10h e 11h. A visita pode ser agendada através do e-mail visitaguiada@casacivil.rj.gov.br. Os interessados devem enviar por e-mail nome completo, número de documento de identidade com foto e telefone para contato.

Salão Nobre
Salão Nobre (Créditos: Folha)

Iniciada no Salão Nobre, a visitação inclui a sala onde foi descoberto, em 2011, um calçamento tipo ‘pé-de-moleque’ centenário e o jardim. As visitas serão guiadas por estudantes do curso de Turismo e Hospitalidade do Senac RJ, parceiro do Governo do Estado no projeto.

Sala VIP foi reformada e valorizou o calçamento original, em estilo ‘pé-de-moleque’

Palácio conta a história do Estado e do país

O início da construção do Palácio Guanabara data de 1853, para servir de residência familiar. Em 1864, foi vendido à Família Imperial, que o reformou para receber a princesa Isabel e seu esposo, o Conde d’Eu, passando a se chamar Paço Isabel. Nessa época, foram plantadas diversas plantas exóticas no local e uma fileira dupla de palmeiras imperiais na recém-inaugurada Rua Paissandu. O espaço foi um dos mais importantes locais de reunião do Rio de Janeiro, até então único grande centro urbano do país.

Em 1890, a construção foi declarada patrimônio nacional e recebeu seu nome atual, Palácio Guanabara. No decorrer dos anos, foi moradia oficial de presidentes da República, como Marechal Hermes da Fonseca, Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra, último a viver no palacete, na década de 40. A partir de 1946, o palácio passou a abrigar a Prefeitura do Distrito Federal até a criação do Estado da Guanabara, em 1960. Desde então, a construção se tornou sede do Governo do Estado e recebeu governadores, entre os mais antigos Floriano Peixoto Faria Lima, Antonio de Pádua Chagas Freitas, Leonel Brizola e Marcello Alencar, e atualmente o governador Luiz Fernando Pezão. Em 1968, ganhou o Prédio Anexo, com seis pavimentos, onde funcionam hoje as subsecretarias da Casa Civil e de Governo. O prédio abriga ainda o gabinete do vice-governador.

Gabinete Palácio Guanabara

Atualmente, a construção mantém características centenárias que conferem beleza especial ao local. No caso do jardim, o desenho foi idealizado pelo paisagista francês Paul Villon no começo do século 20 e se mantém intacto até hoje. No local, está o chafariz de Netuno, pequeno lago com a estátua do deus da mitologia romana que foi desenvolvida pela Fundição Val d’Osne, mais importante fundição do século 19, localizada na França. O jardim também é adornado por alamedas de palmeiras imperiais e árvores frutíferas exóticas, como mangueira, caqui-preto, pêssego-da-Índia e olho-de-dragão.

Jardim do Palácio (Crédito: Bruno Itan)

Outra “joia” do Palácio Guanabara é o calçamento “pé de moleque”, encontrado em 2011 na parte interna da construção durante as obras de restauração. A técnica de calçamento, trazida de Portugal para o Brasil por volta do século 17, era usada em casarões do período colonial em áreas destinadas aos escravos. Os exemplares do palácio receberam cobertura de vidros resistentes e iluminação especial.

Detalhe do calçamento ‘pé-de-moleque’
Iluminação noturna do Palácio

Informações – Visita guiada ao Palácio Guanabara

Dias para visitação: Duas vezes por mês, de 15 em 15 dias
Horários: 9h, 10h e 11h
Agendamento: visitaguiada@casacivil.rj.gov.br
Informações necessárias: nome completo, número de documento de identidade com foto e telefone para contato

Fonte: Governo do Estado do Rio de Janeiro